Acessibilidade

Entenda o que é e a sua importância

- A acessibilidade como qualidade em um empreendimento será cada vez mais valorizada, pois a população mundial vem aumentando a expectativa de vida, o que amplia a necessidade de ambientes que facilitem a segurança, o conforto e a autonomia.

- Por ACESSIBILIDADE, entendemos espaços acessíveis a TODAS as pessoas.  Espaços urbanos, edificações, mobiliários e equipamentos, onde todas as pessoas possam circular e usar, com conforto, segurança e autonomia. Um espaço bem planejado, respeitando o DESENHO UNIVERSAL, evitará a segregação e a discriminação do ser humano.

- O desenho universal é o desenvolvimento de produtos e ambientes capazes de serem utilizados pelo maior número possível de pessoas, satisfazendo suas necessidades de conforto e segurança. Tem por concepção principal “projetar para todos”, considerando a questão da utilização e do alcance, evitando assim a necessidade de espaços ou produtos especiais para as pessoas portadoras de deficiência e idosos.

- O censo de 2000 apontou 14,5% da população (24,5 milhões) de pessoas com algum tipo de necessidade especial ou deficiência.

- Após os 65 anos de idade, 30 % das pessoas sofrem quedas e após 80 anos este número aumenta para 50%.

- É importante que todas as pessoas tenham a maior autonomia possível e a arquitetura pode impedir ou facilitar isso. Para esta autonomia, é essencial que existam:

  • acessos a edificações sem degraus e / ou com rampas de acesso;
  • portas com vão livre de 80cm;
  • piso regular, firme, estável e antiderrapante, mesmo molhado;
  • vagas de estacionamento amplas, seguras e próximas a edifícios;
  • caminhos com guias rebaixadas interligando edifícios e estacionamentos;
  • elevadores com acessibilidade;
  • sanitários com dimensões apropriadas e barras de apoio;
  • corrimão em escadas e rampas em ambos os lados;
  • sinalizações sonoras e visuais;

- A arquitetura deve ter como foco a qualidade de vida humana respeitando suas diferenças e suas necessidades específicas.

- As praças são espaços públicos por excelência, mas estão desaparecendo progressivamente ou estão mal equipadas ou são precárias e não oferecem segurança, comprometendo o lazer das pessoas, atingindo diretamente as crianças e as pessoas da terceira idade. Cabe aos empreendimentos particulares criar espaços de lazer com áreas equipadas, seguras e com acessibilidade plena para que todas as pessoas possam usar.

- É muito mais fácil e econômico ADEQUAR um projeto do que adaptar um espaço, às vezes sem solução no que diz respeito à acessibilidade.

- Os ARQUITETOS projetam imaginando o cliente jovem, com 100 % de suas habilidades: audição, visão, capacidade de locomoção, não lembram os idosos. Sequer imaginam que um dia vão envelhecer e, à medida que envelhecemos vamos acumulando dificuldades de locomoção, entre outras. A população é constituída por idosos, mulheres grávidas, cardíacos, obesos, pessoas com limitação locomotora, concluímos que o HOMEM médio, considerado PADRÃO, se reduz a um grupo bem pequeno.

- Os espaços construídos devem ser PROJETADOS para o ser humano real e não ser humano padrão. Enquanto isso não acontece, surgem AS BARREIRAS ARQUITETÔNICAS, que são o impedimento de acessibilidade, os obstáculos que surgem no dia a dia das pessoas.

- ESPAÇOS com ACESSIBILDADE plena estarão garantindo a prevenção de acidentes, evitando novos portadores, estarão garantindo a sua utilização com segurança, conforto e independência, por toda a população, onde todas as pessoas serão beneficiadas, incluindo os idosos e portadores de deficiência.

- É urgente uma tomada de consciência dos técnicos, arquitetos, engenheiros, incorporadores e PODER PÚBLICO, a estas necessidades, considerando a imensa população que se vê limitada no seu direito de levar uma vida integrada à sociedade, usufruindo atividades de lazer e cultura; de estudar e trabalhar, de viajar, de levar uma vida ativa, produtiva e plena de seus direitos.